quinta-feira, 24 de novembro de 2016

"Enquanto houver champanhe, há esperança - Uma biografia de Zózimo Barrozo do Amaral", Joaquim Ferreira dos Santos


Na única palestra do Ariano Suassuna que tive a oportunidade de assistir ele disse assim após ser apresentado como "o cara que dispensa apresentação": "Dispensa é o cacete. Quero ser apresentado, quero ser elogiado, sim". A galera caiu na gargalhada e Suassuna foi apresentado e, claro, elogiado.

E agora? Como dizer aqui que o jornalista e escritor Joaquim Ferreira dos Santos dispensa apresentação? Comprei o livro no dia em que foi entregue em uma livraria do Rio e fui ao lançamento com quase metade do livro já devidamente devorada. 

Joaquim tem um texto livre, leve e solto. Moderno. É daqueles livros que a gente lê e fica com gosto de quero mais. E olha que é um baita de um tijolaço.

Imperdível para estudantes de Jornalismo e pra quem gosta de uma boa letra.

Ah! O Zózimo hoje seria chamado de "Coxinha"? E daí? O cara era fera. Sabia dizer tudo em poucas linhas. Mérito dos grandes escribas. E difícil pra cacete.

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"Tempos instáveis, o mundo, o Brasil e o Jornalismo em 21 reportagens da piauí", vários autores


Ainda não li e já gostei. Encomendei. Conheço algumas que li na época em que foram publicadas na própria revista, que coleciono desde o primeiro número. Livros sobre reportagens são sempre recomendáveis para alunos de Jornalismo e pra quem gosta da profissão de maneira geral.

No momento em que publico essa dica, o melhor preço pesquisado no buscapé é o da Americanas: R$ 43,91 mais o frete.

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segunda-feira, 18 de julho de 2016

"Malacabado, a história de um jornalista sobre rodas", Jairo Marques



Como não temos mais cadernos de Livros nos jornais mostrando as novidades e o Prosa & Verso do Globo, infelizmente, virou apenas um encarte no Segundo Caderno, soube deste livro num anúncio da Folha publicado sábado último. Não li ainda mas parece bem interessante.

Sinopse oficial
Hoje erradicada no Brasil, a poliomielite provocou, em 1975, uma devastação no país. Foram atingidas pelo vírus que causa a paralisia infantil mais de 3 mil crianças, entre as quais o autor desse livro. Em uma cadeira de rodas, Jairo Marques atravessou a infância, a juventude e chegou à idade adulta como jornalista atuante e influente, empenhado em mudar a maneira como são vistas as pessoas com qualquer tipo de deficiência. Como colunista da Folha de S.Paulo, impôs novo olhar sobre essas pessoas, ampliando o entendimento sobre a realidade em que vivem e seus espaços de cidadania, ao considerá-las não como indivíduos aos quais “falta algo”, mas como seres íntegros. Partindo de sua própria experiência, o autor constrói em “Malacabado” um relato franco e irreverente sobre a condição das pessoas com deficiência. Para a jornalista Eliane Brum, que assina a orelha do livro, “Malacabado” é um “livro para todos”: “Ao nos levar pelos caminhos que literalmente rodou, como jornalista, pelo mundo afora, Jairo Marques nos interroga sobre o que é uma vida humana”.

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domingo, 12 de junho de 2016

Brizola vem aí. Visite o blog do Brizola


Estou em fase de pesquisas e de entrevistas para escrever um livro sobre Leonel Brizola. Ainda sem nome. Diversas entrevistas estão sendo feitas e criei um blog pra acompanhar o dia a dia da produção do livro. Quem quiser visitar e fazer sugestões será bem-vindo. É só clicar AQUI.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

"O problema é ter medo do medo", Ana Helena Tavares


Quando o MEC deixava eu trabalhar e dar aulas de Jornalismo eu gostava de desafiar meus alunos. Fiz diversos desafios.

Ana Helena Tavares foi uma dessas "vítimas".

Eu estava editor do Jornal da Faculdade em uma das diversas vezes que tive essa oportunidade, como no momento em que escrevo, essa curta "resenha", e soube que Washington Olivetto, publicitário figurinha carimbada, estava no Rio de Janeiro.

Folgado que sempre fui achei que era possível fazer uma entrevista com ele para o Jornal.

Liguei pra Ana e ela me perguntou: "O que eu faço?". Respondi apenas: "Se vira".

E ela se virou e trouxe a entrevista que rendeu manchete de capa e duas páginas internas.

Guerreira foi à luta e ralou durante 5 anos pra escrever esse guerreiro trabalho. Não deve ter sido fácil para uma jovem repórter talvez com lenço e mas sem documentos que lhe carimbassem no currículo uma matéria assinada nos Globos ou Folhas da vida.

E conseguiu ouvir um timaço que não dá pra citar aqui pois não saberia por quem começar. Só feras. Que vivenciaram, viveram e ... tiveram medo da Ditadura.

Quem quiser entender o país em que vivemos hoje não pode deixar de fazer o que fiz. Dediquei alguns dias ao livro a aprendi muito.

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SINOPSE oficial

O livro reúne em entrevistas uma cobertura contundente do regime militar no país. Com a intenção declarada de manter viva a memória, considerando que resquícios daqueles anos penetraram com força na sociedade brasileira atual e muitos de seus problemas são sequelas da ditadura. As entrevistas contam com 26 nomes de pessoas que, das mais diversas formas, viveram intensamente a luta contra o medo instalado de 1964 a 1985 e falam sobre a herança deixada para a democracia. São eles: Paulo de Mello Bastos, Dom Waldyr Calheiros, Brigadeiro Rui Moreira Lima, Capitão Fernando de Santa Rosa, Capitão Luiz Carlos de Souza Moreira, Coronel Ivan Proença, Dom Tomás Balduíno, Dom Pedro Casaldáliga, Tiuré Potiguara, Affonso Romano de Sant'Anna, Alberto Dines, Evandro Teixeira, Milton Coelho da Graça, Silvio Tendler, Sérgio Ricardo, Dr. Hélio Bicudo, Dr. Modesto da Silveira, Dr. Marcelo Cerqueira, Dra. Rosa Cardoso, Cid Benjamin, Celso Lungaretti, Carlos Eugênio Paz, Aluízio Palmar, Marília Guimarães, Cecília Coimbra, Dra. Margarida Pressburger. A escolha dos nomes mostra-se estratégica e vital do ponto de vista histórico e jornalístico. Este é um livro que se oferece desde já como documento essencial de pesquisa para o entendimento da história da ditadura militar e da atual política do país. A linguagem coloquial, que flui como numa conversa, contribui grandemente para prender o interesse do leitor.

domingo, 29 de maio de 2016

"Entre a lagoa e o mar - Reminiscências", Fernando Pedreira



Ainda não li, mas folheei na livraria e gostei. Pedreira não tem erro. Li também alguns trechos em que ele fala do Sandro Moreyra, personagem do livro que estou acabando de escrever. Tem livros que são imperdíveis pelo currículo e história do autor. É o caso desse.

Pra conferir o preço que é meio salgado, mas vale apena investir, clique AQUI.

Sinopse oficial
Fernando Pedreira, nascido no Rio de Janeiro, em 1926, é jornalista. Foi o primeiro chefe da sucursal de Brasília do jornal O Estado de S. Paulo, a partir de 1960, e, depois de uma temporada nos EUA, diretor de redação do mesmo jornal, entre 1971 e 1977, quando voltou para Rio de Janeiro como articulista político do Jornal do Brasil e do Estadão.

No início dos anos 2000, a editora Vivi Nabuco sugeriu ao autor este livro, a reunião de lembranças de uma já longa vida. O autor concordou e preparou cuidadosa e demoradamente o texto que aqui está impresso, para que ficasse bem registrada a trajetória de uma geração de brasileiros que interferiu com profundidade na vida do país.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

"Passageiro da memória", Romildo Guerrante


Tipo de livro que ainda não li por causa do Vinícius e sua frase famosa "a vida é a arte do encontro embora haja tanto desencontro pela vida". Romildo é jornalista dos bons. Fomos contemporâneos. Ele no JB, eu no Globo. Daqueles "concorrentes" que quando a gente corria junto pra fazer uma matéria eu ia dormir preocupado. Não li ainda e gostei. Mas estou encomendando essa semana nesse link AQUI.

O livro também está disponível no Sebo Buriti, Rua do Carmo 9, onde o acervo tem muitos livros de jornalistas.

Sinopse oficial
O livro do jornalista Romildo Guerrante não é exatamente um livro de memórias na medida em que os textos não seguem uma ordem cronológica nem há uma preocupação de reconstituição de sua trajetória. São impressões, flashes e episódios em que, diz o autor, uma fantasia perdida “vai ser desfiada da forma como ela se revela”. Assim, ele se sente à vontade para registrar temas que incluem recordações da infância, os bastidores do jornalismo, o cotidiano de uma grande cidade marcada pela violência, a violência da repressão durante a ditadura militar. Entre os
episódios mais bem-sucedidos está “O invasor”, em que ele nos apresenta um sujeito que tinha a mania de alisar as mulheres.

"Direto de Paris - Coq au vin com feijoada", Milton Blay


Estou acabando de ler entre hoje e amanhã. São experiências e histórias contadas por um correspondente brasileiro que mora há quase 40 anos em Paris. Tem histórias muito boas.

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Sinopse oficial
Fascinante e magnética, Paris é uma das cidades mais visitadas do mundo. Mas para conhecê-la é preciso ir muito além do reconhecimento de seus cartões-postais, é necessário ir ao seu encontro, explorá-la devagar, com curiosidade e carinho. É exatamente isso que faz o jornalista Milton Blay desde 1978, quando se mudou para Paris e passou a nos revelar a cidade e os principais acontecimentos em torno da França.

Talvez detentor da mais longa carreira de correspondente internacional do jornalismo radiofônico brasileiro, Blay nos conta sua chegada, as maiores dificuldades, o dia a dia e algumas coberturas e encontros inusitados, como com Orson Welles, em torno de uma salade de boeuf no centenário bistrô Benoit; com um Chagall falador e nostálgico; com o aiatolá Khomeini, prometendo a jihad, guerra santa islâmica; e com o general francês Aussaresses, que ensinou os nossos militares a torturar. Imperdível para todos que apreciam uma crônica cativante, a Cidade Luz e, claro, o jornalismo bem-feito.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

"Histórias que os jornais não contam mais", Anélio Barreto


Infelizmente o caderno "Prosa & Verso", de O Globo, tornou-se um encarte do Segundo Caderno aos sábados, o "Ideias" do JB não existe mais e ficamos sem saber as novidades sobre lançamentos e reedição de livros. Salve a Folha de S. Paulo que, aos sábados, ainda publica algumas matérias e resenhas. Ia ficar sem ler esse imperdível livro para estudantes e colegas que ainda acreditam na Reportagem com R caixa Alta se não encontrasse, por acaso, em maio, na feirinha de livros da Cinelândia, no centro do Rio. E pela bagatela de apenas R$ 10,00. Mas vale a pena clicar no link mais abaixo e encomendar via internet.

Anélio, que ainda não tive a oportunidade de conhecer pessoalmente, foi repórter do saudoso Jornal da Tarde, do meu também saudoso amigo Guilherme Duncan, nos anos 60; participou da extinta revista Afinal e trabalhou no Estadão entre outras coisitas mais. O destaque do livro é a série de reportagens sobre o "Crime da Rua Cuba", publicado no JT em 1989, mas tem outras deliciosas histórias.

Como disse: imperdível para estudantes de Jornalismo. Uma aula.

Sinopse oficial

Histórias que os jornais não contam mais é uma coletânea de extensas reportagens do jornalista Anélio Barreto, publicadas principalmente em O Estado de S. Paulo e Jornal da Tarde. A obra inclui o famoso duplo homicídio que abalou São Paulo no final da década de 1980 e ficou conhecido como o Crime da rua Cuba. E muito mais. Com sensibilidade e acuro, Anélio descreve cenas e dá vida a personagens em uma narrativa fluida e densa dos ainda não tão longínquos tempos de ouro do jornalismo.

Para saber mais e comparar preços nas livrarias, clique AQUI.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

"O mercado de notícias, um documentário sobre Jornalismo", dvd

Não é um livro, é um dvd. Mas vale a pena ver. Essencial para estudantes de jornalismo. Confira AQUI.


"Mestres da Reportagem", alunos de Jornalismo da FAPSP

O livro foi organizado pela jornalista e professora universitária Patrícia Paixão, com a autoria dos alunos dos 4º e 6º semestres de Jornalismo da FAPSP (Faculdade do Povo). Traz 30 entrevistas pingue-pongue com repórteres brasileiros como José Hamilton Ribeiro (que também assina o prefácio), Ricardo Kotscho, Elvira Lobato, Carlos Wagner, Renato Lombardi, Marcelo Rezende, Percival de Souza, Sônia Bridi, Luiz Carlos Azenha, Agostinho Teixeira, Adriana Carranca, Bruno Garcez, Mauri König, Valmir Salaro, Tatiana Merlino, Paula Scarpin, Roberto Cabrini, Leandro Fortes, Cid Martins, Eliane Brum, Goulart de Andrade, Giovani Grisotti, César Tralli, Geneton Moraes Neto, Regiani Ritter, Marcelo Canellas, José Arbex Jr., Ernesto Paglia, Sílvia Bessa e Gérson de Souza. À venda no site da Livraria Cultura.


Vale a pena conferir a página sobre a produção do livro. Clique AQUI. Checar também o site Formando Focas.

"Reportagem, a arte da investigação", Maria Cecília (Ciça) Guirado

Não li. Vale a pena conferir.

Disponível em pdf. Clicar AQUI. Ou na Amazon. Clicar AQUI.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

sábado, 11 de abril de 2015

"Dez toques sobre jornalismo", Claudio Nogueira.

Novidade. Parece bem interessante. Acabo de encomendar. Vai ser lançada na Livraria da Cultura, no centro do Rio, na próxima segunda, dia 13 de abril, às 18h30. O caderno "Prosa & Verso" e a coluna "Panorama Esportivo" do Globo divulgaram hoje.


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quinta-feira, 2 de abril de 2015

Livros sobre Jornalismo Esportivo: "Os donos do espetáculo, histórias da imprensa esportiva do Brasil"

Essencial para estudantes que querem fazer Jornalismo Esportivo. Recomendo.

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Livros sobre Jornalismo Esportivo: "Jornalismo Esportivo. Relatos de uma paixão", Celso Unzelte

Essa coleção da Editora Saraiva, organizada pela Magaly Prado, é muito interessante. Li todos os livros que foram lançados até agora. E recomendo este do Celso Unzelte. Conheci a figura no ano passado na Bienal do Livro de Campos. Bom repórter e sabe tudo de futebol. Recomendo.

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terça-feira, 31 de março de 2015

sexta-feira, 27 de março de 2015

"História dos jornais no Brasil", Matias Molina

Peço desculpas a todos que valorizam este Blog, mas tenho andado envolvidaço com o novo livro que estou escrevendo sobre o jornalista Sandro Moreyra. Tenho tido pouco tempo até para ler. Há tempos que estava para recomendar este livraço (mais um) do jornalista Matias Molina. O Globo fez recentemente uma bela e grande matéria no caderno "Prosa & Verso". Leiam a versão online AQUI.

Serão 3 volumes. Tijolaços.

Mesmo com a correria, acabo de chegar na página 103. Um livro imperdível para jornalistas e estudantes e professores de Jornalismo.

Matias Molina é autor de "Os melhores jornais do mundo". Fiz resenha pro Globo sobre este livro (link disponível ao lado).

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Já cheguei na página 103

"Jornalismo Cultural no século 21", Franthiesco Ballerini

Estrou lendo também. Meus alunos da FACHA (primeiro semestre de 2014) estão fazendo uma reportagem sobre Jornalismo Cultural e este livro serviu de inspiração. O autor citou a tese de mestrado do jornalista Igor Lopes, meu ex-aluno, que estudou em Coimbra. Recomendo.


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"Repórteres e reportagens no jornalismo brasileiro", Candice Vidal e Souza

Recomendo.

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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

"Jogo do Senta, a verdadeira origem do chororô", Paulo Cezar Guimarães


Como "Santo de casa não faz milagres", só hoje, dez dias após o lançamento oficial em General Severiano, estou divulgando aqui no blog Livros de Jornalismo meu segundo livro. Jogo do Senta é um resgate histórico de um jogo entre Botafogo e Flamengo ocorrido há exatos 70 anos. Um relato jornalístico. Por isso está aqui.

O livro já está na Livraria Folha Seca, na Rua do Ouvidor, 37, no centro do Rio de Janeiro e nos sites da Travessa e da Livros de Futebol. Em breve em outras livrarias.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

"Antes que eu morra", Luis Erlanger



Meu ex-companheiro de O Globo Luis Erlanger, um dos mais talentosos repórteres da minha geração, acaba de lançar esse delicioso "Antes que eu morra" que ainda não li, mas já gostei pois conheço bem o estilo de texto do cara. E o título é do cacete.

Leia a sinopse publicada na Livraria da Travessa.

"Luis Erlanger mistura corrupção na política brasileira com violência, sexo e drogas em um fluxo intenso, extremamente impactante, no divã de Antes que eu morra. Com um discurso perturbador, que não poupa nada nem ninguém, o personagem principal narra suas aventuras ao psicanalista Bernardo Genuss, responsável por ouvi-las e publicar um livro com as transcrições das consultas. O autor cria de maneira inesquecível um angustiado protagonista num instigante jogo de relatos sem qualquer compromisso com a verdade. Basta uma troca de andares para o narrador-personagem acidentalmente se envolver em um homicídio, numa paixão nipônica e em uma viagem até Brasília para desvendar um polêmico escândalo. Percorrendo diferentes universos, o personagem se entranha cada vez mais na roda-vida que é esse enredo, tornando o leitor também refém dessa história de tirar o fôlego. "

Para saber mais, clique AQUI.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Revista da Souza Cruz em fascículos

Acabo de ler no caderno "Prosa&Verso" de O Globo que está sendo lançada em fascículos a Revista Souza Cruz, que circulou entre 1916 e 1935. Belíssimo material de pesquisa. Tive a honra e satisfação de trabalhar como editor das publicações da Souza Cruz (muitos anos depois, claro) e conheço bem esse material. Para ter uma ideia, veja o vídeo abaixo. Ou visitem o site AQUI.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

"Paris, a festa continuou - A vida cultural durante a ocupação nazista, 1940-4", Alan Riding


Dica do meu amigo e Mestre César Murilo Rocha, ex-companheiro de O Globo nos anos... deixa pra lá.

Sinopse (Livraria da Travessa):

Misto de crônica do cotidiano e história das mentalidades, o livro de Riding descreve a complexa rede de relações perigosas entre os intelectuais e os ocupantes alemães. A perseguição aos judeus; a guerra ideológica entre a imprensa colaboracionista e as publicações clandestinas; a penúria da maioria da população em contraste com a boa vida da elite, abastecida pelo mercado negro; as hesitações, ousadias e contradições de artistas e escritores como Picasso, Sartre, Marguerite Duras, Céline e Camus; tudo isso e muito mais desfila por estas páginas. Ancorado numa pesquisa rigorosa, o autor parece menos interessado em definir heróis e traidores do que em descrever a zona de sombra entre uns e outros, transmitindo de modo vívido a atmosfera instável daqueles anos, em que cada gesto ou palavra poderia ter consequências sérias para milhares de pessoas. Seu livro é um relato eletrizante, que não perde de vista o absurdo e eventualmente o ridículo contidos nessa passagem trágica da história da Europa.

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"Em terreno minado - Aventuras de um repórter brasileiro em áreas de guerra e conflito", Humberto Trezzi


Não gosto de adotar livros. São muitos para indicar. E geralmente novos. Que estão saindo ou saiu recentemente. Como esse "Em terreno minado". Tudo a ver. O cara ganhou o Prêmio Esso de Jornalismo no ano passado. Boa referência. Estou lendo junto com outros.

Sinopse (Livraria da Travessa):

Este é um convite ao risco. Ao percorrer estas páginas, conduzido por um dos mais experientes jornalistas brasileiros, o leitor mergulha na mente de matadores de aluguel, traficantes e assaltantes, entrevistados em seus esconderijos. Cruza os céus da América para cobrir tentativas de golpe de Estado. 

O premiado jornalista gaúcho Humberto Trezzi revela, neste Em Terreno Minado, os bastidores de reportagens em áreas de risco que fez em quase trinta anos de profissão. Ele mostra, em detalhes de arrepiar, conflitos, rebeliões e catástrofes em várias partes do mundo: Angola, Bolívia, Chile, Colômbia, Haiti, Líbia, México, Paraguai, Timor e também em Porto Alegre, Rio e Santa Catarina. Um vigoroso testemunho da história contemporânea, com fotos impressionantes.

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"A imprensa e o dever da liberdade", Eugênio Bucci


Nem sempre concordo com o Eugênio Bucci. Especialmente nessa insistência dele de que "assessor de Imprensa não é jornalista" e não deveria estar filiado ao mesmo Sindicato. Ninguém deixa de ser Jornalista. Deixamos momentaneamente de ser repórter, editor, chefe de reportagem etc. Passamos a ser assessor ou que outro nome tenha. Um dia podemos voltar às redações. Mas vale a pena ler. Bom para o debate.

Sinopse (Livraria da Travessa).

A sociedade tem o direito de contar com os serviços de jornalistas e de veículos noticiosos que sejam ativamente livres, assim como tem direito a hospitais que sejam higienizados e a escolas em que os professores não pratiquem a impostura. É nessa perspectiva que a liberdade será tratada aqui - ela é dever para o jornalista na exata medida em que corresponde ao serviço que é um direito para o cidadão. Várias frentes de interesses ameaçam a liberdade do jornalismo. Elas não vêm apenas das investidas da publicidade e suas técnicas. As frentes que concorrem para sitiar a independência partem da indústria do entretenimento, dos governos, da promiscuidade interessada entre fontes e repórteres, do corporativismo, do capital e, também, de ongs. Este livro analisa as algumas delas, às vezes a partir de casos reais, em textos que foram elaborados entre 1997 e 2008. 

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"Haiti, depois do inferno - Memórias de um repórter no maior terremoto do século", Rodrigo Alvarez


Também comprei e está na lista para ler em breve. Vale a pena conferir.

Sinopse (Livraria da Travessa):

No livro Haiti, depois do inferno, Rodrigo Alvarez traz o relato de quem acompanhou de perto os dias de dor e caos subsequentes ao terremoto de sete graus na escala Richter que, em questão de segundos, devastou a já precária infraestrutura do país mais pobre do continente americano. Com epicentro próximo à capital, Porto Príncipe, o abalo sísmico produziu imagens que horrorizaram o mundo, como a de milhares de corpos abandonados nas ruas sendo recolhidos por empilhadeiras e depositados em valas comuns. 

Ao longo de 12 dias, Alvarez viveu o desafio de fazer jornalismo num país com infraestrutura de comunicação arrasada, além da devastação completa. Da movimentação no aeroporto até os trabalhos de resgate de sobreviventes em meio aos escombros, tudo é narrado neste livro sob o ponto de vista de quem passou quase duas semanas no olho do furacão. 

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"A notícia como fábula - Realidade e ficção se confundem na Mídia", Renato Modernell


Comprei e ainda não li. Vale a pena checar.

Sinopse (Livraria da Travessa):
Esta obra examina a forma pela qual a realidade e a ficção se entrelaçam nos textos jornalísticos. O foco dirige-se ao âmbito jornalístico, com base na análise de textos publicados em diferentes veículos e em épocas diversas.

Partindo da hipótese de que aquilo que consideramos “fato” e “imaginação” tem limites mais tênues e permeáveis do que comumente se supõe, o autor desvenda mecanismos presentes no processo de ficcionalização do texto, conforme atuem de modo direto ou indireto.

O objetivo da obra é estimular a consciência crítica das novas gerações de jornalistas, contribuindo para uma nova postura no trato da informação e no ofício da escrita. O livro se destina a estudantes de jornalismo e a todos os que se interessam pela arte da escrita, seja ela baseada na realidade ou na imaginação.

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domingo, 5 de janeiro de 2014

"Manual do Correspondente Internacional na Era Digital", Antonio Brasil


Está sendo lançado nesse inicio de janeiro de 2014. Parece interessante. O Brasil tem experiência como repórter e como professor.
Para checar, clique AQUI.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

"1964, verão do golpe", de Roberto Sander


Vai ser lançado na próxima quinta-feira, dia 28, na Travessa. Ainda não li, mas já gostei. Estou desenvolvendo um trabalho com meus alunos sobre o tema. Leiam sinopse, publicada no site da Livraria Saraiva.
"A sensualidade de Brigitte Bardot, a bossa nova de Nara Leão; o balanço de Jorge Ben; o cinema novo de Gláuber Rocha; as primeiras pranchas de fibra de vidro no arpoador; e, pelo mundo, grandes movimentos libertários. Paradoxalmente, nesse contexto de grandes novidades culturais, estava sendo germinado o movimento civil-militar que acabaria com a democracia no Brasil. A partir desse original ponto de vista, no livro "1964 - O verão do Golpe", o jornalista Roberto Sander recria toda a atmosfera dos três meses que antecederam o 31 de março que mudaria a nossa história no século passado. Com uma narrativa ágil e rica em detalhes, fruto de uma pesquisa de cinco anos, o autor transportará o leitor para o dia- a-dia (os capítulos são divididos em semanas) desse momento chave ocorrido há exatos 50 anos. O prefácio é do jornalista Geneton Moraes Neto e a revisão histórica e texto de orelha do cientista político Eduardo Heleno, professor do Instituto de Estudos Estratégicos da Universidade Federal Fluminense (UFF). "

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

"Abusado, o dono do Morro Dona Marta", Caco Barcellos


Imperdível especialmente para estudantes de Jornalismo. Show de texto e de informação. Finalmente estou lendo, com muito atraso, esse tijolaço.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

"Gracias a la vida. Memórias de um militante", Cid Benjamin


Está sendo lançado. Li os originais e recomendo.

O lançamento é dia 22 de outubro, terça-feira, na Livraria da Travessa do Shopping do Leblon.



sábado, 28 de setembro de 2013

"O melhor do fotojornalismo brasileiro", diversos


Não li nem dei uma espiadinha ainda. Li no Comunique-se.

"Os melhores registros dos Jogos Olímpicos de Londres, o julgamento do mensalão, a Conferência Rio+20, as eleições municipais e tantos outros acontecimentos marcantes que aconteceram no país estão reunidos no livro Melhor do Fotojornalismo Brasileiro, publicação dedicada exclusivamente ao trabalho jornalístico fotográfico. A obra está na quinta edição e é feita pela Editora Europa.
A ideia é mostrar por meio de imagens os principais fatos do ano anterior e homenagear os profissionais que registram em fotos a história contemporânea brasileira. Há imagens tanto de novos talentos quanto de fotógrafos premiados e renomados, como Gilberto Tadday, Jonne Roriz, Luciano Candisani, Lula Marques, Márcia Foletto, Ricardo Nogueira, Sérgio Lima, Tadeu Vilani, Wilton Junior, entre outros.
No total, são cerca de 150 fotos feitas por 81 repórteres de revistas, jornais e agências de notícias. A obra pode ser encontrada nas principais livrarias do Brasil e também pelo site da editora."



sábado, 31 de agosto de 2013

domingo, 25 de agosto de 2013

"Almanaque Machado de Assis", Luiz Antonio Aguiar


É um livro antigo, de 2008, mas bem atual. Muito importante para começar a entender o "Bruxo do Cosme Velho" Machado de Assis, o maior de todos os escritores. Recomendo.

Para saber mais, clique AQUI.


"1889", Laurentino Gomes


Delícia com certeza. Li os outros dois e recomendo esse mesmo sem ter lido ainda. Já encomendei. Não é bem um livro sobre Jornalismo, mas é escrito por jornalista. E nada melhor do que livros de histórias escritos por jornalistas não afetados pelo academicismo chato.
Leiam o que deu na Folha.

2013
O ano em que o jornalista Laurentino Gomes conclui, com a publicação de '1889', a trilogia de livros de história do Brasil de maior sucesso no país, com mais de 1,5 milhão de exemplares vendidos

CASSIANO ELEK MACHADO
DE SÃO PAULO
Como boa parte das fábulas, esta envolve reis e rainhas, príncipes garbosos a cavalo e belas donzelas.

Mas, como nenhuma destas histórias encantadas, esta tem como protagonista um experiente jornalista de Maringá (PR), que se vê tocado pelo condão mágico num estande de um entupido pavilhão do Riocentro, no Rio.

Foi nesse cenário que Laurentino Gomes, 57, viveu seu conto de fada. "Entrei numa livraria na Bienal do Rio e o meu editor disse espantado: o 1808' está vendendo que nem pãozinho quente de manhã na padaria. Observe só."

Gomes plantou os olhos numa pilha enorme de seus livros, no centro da loja. "Uma atrás da outra as pessoas pegavam um exemplar e iam para o caixa."

De pé, naquela livraria Saraiva da Bienal, ele decidiu que largaria seu emprego e se dedicaria a este filão.

A história aconteceu há seis anos --e desde então muitos Maracanãs passaram pelos caixas de todo o país. Os dois primeiros livros de Gomes, "1808" e "1822" (lançado em 2010), superaram recentemente os 1,5 milhão de exemplares vendidos.

Nesta segunda-feira, o jornalista paranaense conclui sua trilogia, que já se configura como o maior fenômeno editorial de livros de história do Brasil. Neste dia ele faz, em São Paulo, o primeiro dos 33 lançamentos do seu novo livro já marcados até o Natal deste ano.

"1889", lançamento da Globo Livros, trata de temas pouco afeitos ao "hit parade" das livrarias: fim da monarquia, abolição da escravatura e começo da República.

Mas a tiragem inicial não faz feio nem para obras de vampiros, romances soft-porns ou histórias de bruxos. Serão 200 mil exemplares, o dobro da primeira fornada de "Harry Potter 3" e mais de seis vezes o número de largada de outra obra bem-sucedida recente sobre a história do Brasil, a biografia "Getúlio", de Lira Neto.

Mais do que o tema perfeito, Laurentino Gomes parece ter encontrado o tom adequado para abordá-lo.

"Obras como 1808' não trazem nada de novo. Mas Laurentino achou uma maneira muito atraente de apresentar esses episódios da história para o grande público", opina um dos principais historiadores do país, José Murilo de Carvalho.

"Consolido a bibliografia sobre estes episódios históricos numa visão jornalística, para o leitor não especializado no tema", corrobora Laurentino Gomes.

No terceiro livro, ele lança mão mais uma vez (e garante que será a última) de uma de suas armas secretas: a fórmula de usar como título um ano emblemático da história do país, que aparece em letras enormes na capa, e um subtítulo longo e bem-humorado que resume os principais fatos a serem descritos.

O subtítulo de "1889" é: "Como um Imperador Cansado, um Marechal Vaidoso e um Professor Injustiçado Contribuíram para o Fim da Monarquia e a Proclamação da República no Brasil".

Os personagens (por ordem de aparição) são d. Pedro 2º, marechal Deodoro da Fonseca e Benjamin Constant. Tal como nos best-sellers anteriores, Gomes colore a trajetória deles com um farto repertório de histórias pitorescas (veja abaixo).

Algumas são puros gracejos, mas outras revelam características centrais da história política nacional.

Numa carta a um sobrinho, escrita um ano antes que ele liderasse a derrubada do império, o grande herói republicano, o alagoano Deodoro da Fonseca, dizia o seguinte: "República no Brasil é coisa impossível, porque será uma verdadeira desgraça. O único sustentáculo do nosso Brasil é a monarquia".

MUSA DA REPÚBLICA

Gomes diz que mesmo quando liderou o grupo de militares que depuseram o governo de d. Pedro 2º, no 15 de novembro de 1889, Deodoro, primeiro presidente do país, ainda não tinha clareza se era a favor da República.

"Como outros episódios decisivos de nossa história, este envolveu uma mulher", brinca o autor.

Anos antes, Deodoro havia se encantado pela donzela gaúcha Maria Adelaide Andrade Neves, a baronesa do Triunfo. Mas ela preferiu os atributos de Gaspar Silveira Martins, político que virou inimigo do militar.

"Deodoro só optou pela República na madrugada do dia 16, quando ele soube que d. Pedro havia chamado Silveira Martins para substituir o ministro recém-deposto", diz.

Como sublinha enfaticamente em seu livro, a República brasileira foi anunciada com status de um regime "provisório".

E o primeiro governo, também provisório, foi decidido no Instituto dos Meninos Cegos, instituição no Rio que era presidida pelo professor Benjamin Constant.

"As manifestações recentes no país estão ligadas a isso. Quando foi criada a República não se discutiu as regras do jogo republicano. Isso só começou a ser feito há um par de décadas", afirma Gomes.

A TRILOGIA

'1808 - Como uma Rainha Louca, um Príncipe Medroso e uma Corte Corrupta Enganaram Napoleão e Mudaram a História de Portugal e do Brasil' (2007)
Editora Planeta
Prêmios Jabuti de Livro Reportagem e Jabuti de Livro do Ano 2008; Melhor Ensaio de 2008 pela Academia Brasileira de Letras
Vendas mais de 1 milhão de exemplares

'1822 - Como um Homem Sábio, uma Princesa Triste e um Escocês Louco por Dinheiro Ajudaram D. Pedro a Criar o Brasil -- um País Que Tinha Tudo para Dar Errado' (2010)
Editora Nova Fronteira
Prêmios Jabuti de Livro do Ano 2011
Vendas 527 mil exemplares

'1889 - Como um Imperador Cansado, um Marechal Vaidoso e um Professor Injustiçado Contribuíram para o Fim da Monarquia e a Proclamação da República no Brasil'
Editora Globo Livros
Quanto R$ 44,90 (416 págs.) e R$ 26,91 (e-book)
Lançamento segunda, às 18h30, na Livraria Cultura (av. Paulista, 2073, tel. 0/xx/11/3170-4033)


domingo, 11 de agosto de 2013

"Não conta lá em casa - Uma viagem pelos destinos mais polêmicos do mundo", André Fran


Li hoje matéria sobre este livro na "Ilustrada" da Folha (abaixo). Vale a pena conferir.

Apresentador narra bastidores de programa
Jornalista do 'Não Conta Lá em Casa' (Multishow) descreve experiências vividas nas viagens feitas para a atração
 Livro no estilo de diário de viagem traz visão pessoal de André Fran sobre 13 países que visitou a partir de 2009

GISLAINE GUTIERRE
DE SÃO PAULO

O jornalista André Fran, 36, já sentiu na pele o risco de morte no Iraque, sofreu uma forte intoxicação alimentar no Djibuti e se engajou em um trabalho humanitário no Japão devastado pelo terremoto.

Essas e outras aventuras foram vividas nas gravações feitas para o programa que ele mais três amigos apresentaram durante cinco temporadas no Multishow e que deve voltar ao ar em outubro, o "Não Conta Lá em Casa".

Mas Fran sentiu que tinha mais para contar sobre o que viveu nessa empreitada e agora lança, pela Record, o livro "Não Conta Lá em Casa -- Uma Viagem Pelos Destinos Mais Polêmicos do Mundo"

Nele, relembra as passagens do quarteto por 13 países, entre os quais a Coreia do Norte, onde ficaram o tempo todo escoltados por guias do governo, Tuvalu, ilha que pode ser engolida pelo aumento do nível do mar, e Etiópia, onde, ao acaso, entraram no meio de uma sessão de exorcismo.

"Fomos a mais ou menos 25 países, mas se formos contar as escalas, são mais de 40", diz Fran, que há cinco anos viaja pelo "Não Conta Lá em Casa". "O livro não é uma narração oficial do programa, mas uma obra pessoal, com as minhas visões."

O texto é despojado e se assemelha ao de um diário de viagem. É verdade que a narrativa às vezes peca pelo excesso de adjetivos, de advérbios de modo, e por algumas imprecisões ("casinhas humildes") nas descrições, mas traz informações interessantes, que Fran conta como se estivesse em uma conversa entre amigos, com direito até a piadinhas.

AMIGOS

Nesse sentido, não se distancia muito do programa de TV, que mostra quatro amigos de infância, companheiros de praia --Fran, Bruno Pesca, Felipe UFO e Leondre Campos-- que viajam pelo mundo e tomam o ponto de vista de pessoas comuns como base para compreender a realidade de cada país. A intenção não é fazer um documentário tradicional e formal.

O "Não Conta Lá em Casa" vai ganhar a sexta temporada, não mais com a mesma formação. Pesca e Leondre migraram para o Canal OFF e, no lugar deles, entrou Michel, que já trabalhava na edição do "Não Conta". "O programa vai mudar um pouco, vai mostrar a gente atuando mais na realidade dos locais que visitamos", diz Fran.

Os próximos destinos, para os quais embarcam nesta semana, são Israel e Palestina. Para Fran, isso significa mais uma oportunidade de "mudar o mundo", sua maior ambição, sobre a qual fala na introdução do livro --e que soa um tanto romântica.

Mas Fran, que já se chocou ao ver ossos humanos em entulhos um ano depois do terremoto no Haiti, e que bateu em retirada do Iraque em cinco dias --o mais rápido que pode-- porque diz que a realidade era bem mais cruel do que a mostrada pela propaganda do governo americano ("me senti enganado"), vai continuar insistindo no que considera sua missão.

"Acho que se nós fizemos algo, todo mundo pode fazer", diz.

NÃO CONTA LÁ EM CASA
AUTOR André Fran
EDITORA Record

QUANTO R$ 49,90 (308 págs.)

Para saber mais, clique AQUI.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

"Cypherpunks, liberdade e o futuro da internet", Julian Assange e outros


Finalmente estou lendo. Para quem quer saber mais sobre o WikiLeaks.

Resumo publicado no site da Travessa:

“Este livro não é um manifesto. Não há tempo para isso. Este livro é um alerta.” Julian Assange, na introdução de Cypherpunks.

Cypherpunks – liberdade e o futuro da internet é o primeiro livro de Julian Assange, editor chefe e visionário por trás do Wikileaks, a ser publicado no Brasil com o selo da Boitempo. O livro é resultado de reflexões de Assange com um grupo de pensadores rebeldes e ativistas que atuam nas linhas de frente da batalha em defesa do ciberespaço (Jacob Appelbaum, Andy Müller-Maguhn e Jérémie Zimmermann). Apesar de a internet ter possibilitado verdadeiras revoluções no mundo todo, Assange prevê uma grande onda de repressão, a ponto de considerar a internet como uma possível ameaça à civilização humana devido à transferência do poder de populações inteiras a um complexo de agências de espionagem e seus aliados corporativos transnacionais, que não precisarão prestar contas pelos seus atos. O livro reflete sobre a vigilância em massa, censura e liberdade, mas o principal tema é o movimento cypherpunk, que defendem a utilização da criptografia e métodos similares como meios para provocar mudanças sociais e políticas. Fundado no início dos anos 1990, o movimento atingiu o auge de suas atividades durante as “criptoguerras” e após a censura da Internet em 2011 na Primavera Árabe. Desde junho deste ano, quando conseguiu asilo político na Embaixada do Equador em Londres temendo um revés diplomático que o entregasse às autoridades norte-americanas, Assange tem se dedicado a promover debates sobre a sociedade contemporânea com grandes intelectuais de todo o mundo e foi dentro deste contexto que escreveu Cypherpunks."

Para saber preços etc, clique AQUI.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Sobre fan fictions, livros digitais, direito dos autores etc

Imagem meramente ilustrativa

Muito interessante esta matéria publicada na Folha de S. Paulo de hoje. Não é sobre livros de Jornalismo, mas é uma boa reflexão sobre livros. Leia abaixo.

Quem é o autor?
Sai o fetiche do livro: escritores e editores viram produtores que exploramhistórias em várias plataformas e as multiplicam em obras coletivas
RAQUEL COZERCOLUNISTA DA FOLHA
Alguma coisa está muito fora do padrão quando a maior livraria on-line do mundo abraça uma causa que há mais de uma década cresce às margens do mercado e à revelia de alguns de seus autores mais vendidos.

Isso aconteceu duas semanas atrás, quando a Amazon estreou a plataforma Kindle Words, pela qual fãs que gostam de criar histórias baseadas em best-sellers --a chamada "fan fiction", que reaproveita cenários e personagens de outros escritores-- podem não só fazer isso legalmente como vender suas criações.

Para criar a plataforma, a Amazon obteve licenças de séries como "Gossip Girl", de Cecily Von Ziegesar, e "Pretty Little Liars", de Sara Shepard. Com isso, tramas que chegavam a ser vistas como plágio agora podem render frutos ao fã, ao escritor que o inspirou e, é claro, à livraria.

Nesse cenário, o autor da história original deixa de ganhar especificamente pela venda de livros e sua obra vira uma marca, licenciada e multiplicada pelas mãos de vários outros escritores.

Esse é o recorte de um momento que o editor americano Richard Nash retrata no provocativo ensaio "Qual o negócio da literatura?", no mais recente número da "Serrote", revista do Instituto Moreira Salles, que será lançado em São Paulo neste domingo.

É um cenário em que autor e editor vão além dos livros para virar produtores de cultura. "A cultura do livro não é fetichismo com o texto impresso; é o movimento da ideia e do estilo na expressão de histórias", escreve Nash.

O texto põe em cheque o direito autoral --justo o que hoje garante a sobrevivência do mercado. Defende que esse direito não foi criado para proteger o autor, mas "nasceu de um interesse meramente corporativo".

O editor explica à Folha: "Uma parcela mínima de escritores faz dinheiro. O direito autoral existe para facilitar ao editor o retorno sobre seu investimento e impedir cópias do seu produto."

Isso num mundo analógico. No digital, defende Nash, "a receita não virá de fazer cópias, virá de serviços, palestras, produtos associados. São formas de gerar receita que independem do faturamento com vendas de livros."

Nesse contexto, entram iniciativas como a plataforma de "fan fiction" da Amazon, festivais literários como a Flip e romances colaborativos como "The Silent History", um aplicativo lançado há pouco no iTunes e que permite aos leitores expandir a história.

Nash, que ganhou em 2005 um prêmio de de criatividade da Associação de Editores Americanos pela editora independente Soft Skull, criou em 2011 um site que explora essas alternativas no que diz respeito ao mercado.

Com 10 mil títulos à venda, o Small Demons é uma enciclopédia de referências literárias: você acha desde uma lista de livros que abordam Bob Dylan até todos os famosos citados em "Infinite Jest", de David Foster Wallace.

FORA DA CURVA
No que diz respeito ao autor, o engenheiro de software brasileiro Silvio Meira enxerga ainda mais possibilidades.

Autor de palestra que, no Congresso do Livro Digital, em junho, lhe rendeu uma emboscada de bibliotecários (insatisfeitos com seu questionamento sobre a importância de bibliotecas físicas no futuro), Meira diz que o escritor já vive cenário multifacetado.

"Conheço dezenas de escritores, mas não conheço nenhum que viva dos livros que escreve. Alguns são colunistas, outros fazem roteiros, outros atuam em editoras", diz.
Apesar disso, no centro de tudo está o livro. "Se alguém pirateia meu livro e o lê inteiro, posso acreditar que estará interessado o suficiente para ir a alguma palestra que eu vá ministrar", exemplifica.

Para ele, os direitos autorais serão vistos no futuro como um ponto fora da curva na história da literatura.

"O autor foi criado pela prensa. Antes de Gutenberg, não existia copyright. As histórias pertenciam às comunidades. Vemos agora uma volta ao coletivo, com mixagem, apropriação de textos. O conceito de autor fica difuso".

É uma visão que editores de grandes casas ainda entendem como algo distante.

CONFIANÇA
"O livro digital ainda está na margem de 2% a 2,5% no faturamento de editoras no Brasil. Pode ser que aconteçam mudanças radicais envolvendo direitos autorais, mas só quando esse mercado for suficientemente grande", diz Pascoal Soto, da LeYa.

Tomas Pereira, da Sextante, estranha a visão de que o direito autoral interesse mais às editoras que aos autores. "Nossa atividade nasce da confiança do autor. O que pagamos a ele representa nosso maior custo de produção."

Ele concorda que quase nenhum autor vive da venda de livros, mas não vê nisso justificativa para o abandono do valor que o leitor se dispõe a pagar pelo livro. Saber por quanto tempo, no modelo que se impõe, haverá disposição para pagar por algo que se pode ter de graça, como lembra Nash, é o mistério.

'O direito de proibir cópias perdeu a importância'
DA COLUNISTA DA FOLHA
Leia trechos da entrevista com Richard Nash, autor do ensaio "Qual o negócio da literatura", na "Serrote".
(RC)
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Folha -- O sr. escreve que o mercado editorial é "um sistema que produz boa literatura apesar de si mesmo". Pode explicar essa ideia?
Richard Nash -- Nós [editores] estamos tão propensos a ignorar a boa literatura como a encontrá-la. A verdade é que ninguém jamais foi consistentemente capaz de "descobrir" a grandeza, nem sequer a comercial, assim como quem aposta em corridas de cavalo não é tão bom no que faz. Isso em parte porque a grandeza não é só intrínseca à obra, é também contextual, tem a ver com o momento.
O sistema editorial será melhor quando se focar na produção de cultura, em oposição à descoberta de arte.

Acredita que direitos autorais se tornem algo ultrapassado?
Um estudo recente indicou que a indústria editorial na Alemanha do século 19 era mais robusta sem copyright do que a inglesa com copyright. Direitos autorais existem para facilitar aos editores, num mundo analógico, ter retorno sobre seu investimento e impedir concorrentes de copiar seu produto.
Em retrospecto, eles provavelmente não eram necessários na era analógica e certamente não são viáveis agora. A receita não virá de fazer cópias de coisas. Virá de serviços, palestras, produtos associados. São formas mais sofisticadas de gerar receita a partir de ideias e histórias.

E como ficaria o autor?
À medida que o direito de proibir cópias (o copyright) se torna menos importante, o de ser identificado como autor do trabalho ganha força.

O direito de marcas suplanta os direitos autorais como apoio legal para a economia da escrita. É o que pode me impedir de fingir ser Malcolm Gladwell e ganhar US$ 50 mil para falar a um grupo que tenha gostado do livro "Blink".

Se sua marca é forte, você pode licenciá-la sob termos restritivos a outros, como a Amazon fez agora com sua plafatorma de "fan fiction", com autores autorizando histórias baseadas nas suas.

E essa criação se torna parte de um grande fluxo remixável na sociedade. Queremos todos a camiseta do artilheiro. Isso ele controla, mas todos tentam copiar a forma como o gol foi marcado.

Agora, mesmo sem copyright, muitos preferem o vendedor autorizado. Nos EUA, a moda é manter a etiqueta da loja no boné de beisebol. Autores como E.L. James sempre surgirão, como memes. É um "Gagnam Style" [música pop sul-coreana que virou mania] do mundo literário, livros comprados simplesmente porque todos estão comprando.